quinta-feira, 11 de junho de 2009

O computador na escola.

Hoje já é muito comum falar no uso do computador na escola. A maioria das escolas particulares e grande parte das escolas públicas já contam com essa ferramenta para dinamizar o processo de ensino e aprendizagem.
Há uma ou duas décadas isso era privilégio de poucos alunos que freqüentavam as grandes escolas particulares do país.
A presença do computador na escola trouxe várias questões de ordem didática para que professores e pedagogos pudessem resolver, como por exemplo: O que ensinar aos alunos usando o computador? Quem deve acompanhar os alunos nas atividades dentro do laboratório de informática, o professor ou o técnico em informática?
Vamos tentar responder a essas duas questões. Primeiro não existe um assunto que não seja possível realizar um trabalho fazendo uso do computador. Tudo vai depender da criatividade e imaginação de professores e alunos e, é claro dos recursos disponíveis no laboratório, como softwares e acesso a Internet.
Com ralação a segunda pergunta é o professor da turma que deve levar seus alunos para o laboratório de informática e não o técnico em informática, pois é o professor que conhece os seus alunos, que planeja as aulas e que vai usar o computador para melhorar a aprendizagem dos seus alunos.
Na maioria das vezes o chamado professor de informática, não é professor, pois não tem nenhuma licenciatura, não é formado em magistério, a grande maioria tem apenas um certificado de cursinho de informática, realizado em instituições que oferecem esse tipo de curso, com o objetivo de capacitar o indivíduo para usar os recursos básicos de um computador.
Isso acontece porque grande parte dos professores em exercício se formou a mais de 20 anos e no currículo do seu curso não tinha como disciplina Novas Tecnologias de Informação e Comunicação – TICS. O professor tem medo de usar o computador por não ter passado por um curso de capacitação para utilizá-lo, ou ainda, é chamado para fazer o curso e não quer, pois muitos resistem em usar o novo.
Diante disso a escola só tem uma saída, transferir a responsabilidade de desenvolver um trabalho com Novas Tecnologias para alguém que entende de computador, mas não de educação. Assim o laboratório de informática, desculpe-me a redundância, é utilizado para dar aulas de informática, ao invés de ser utilizado para se trabalhar, Comunicação e Expressão, Matemática, História, Geografia, Ciências, entre outras áreas de conhecimento, utilizando o computador e seus recursos.
Para entender porque os professores não conseguem interagir de forma satisfatória com o computador, uma vez que utilizam com desenvoltura outras tecnologias como a televisão, o D.V.D. e o próprio livro didático, é preciso conceituar os diferentes tipos de tecnologias.
Tecnologia é tudo aquilo que foi inventado pelo homem, pois o que não foi inventado pelo homem são recursos naturais. A tecnologia facilita o trabalho do homem, mas ainda é preciso empregar força física no seu uso. Podemos citar como exemplo: o facão a enxada e a máquina de moer carne.
A evolução das tecnologias fez surgir as Novas Tecnologias, essas dispensam o uso da força física, basta apertar um botão para que a ferramenta faça todo o trabalho sem exigir da pessoa esforço físico. Como exemplo das Novas Tecnologias podemos citar a serra elétrica, o cortador de grama e o multiprocessador.
Na crista da onda tecnológica estão as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, que como o próprio nome já diz, tem como objetivo principal, favorecer a comunicação e levar a informação a diversas partes do mundo. Durante muito tempo os três grandes representantes dessas tecnologias foi o rádio, a televisão e o telefone.
Na última década estamos assistindo a supremacia do computador sobre as demais tecnologias, em parte isso se deve ao fato do computador ter incorporado os outros três aparelhos, hoje é possível ouvir rádio, assistir televisão, fazer chamadas telefônicas pelo computador e, com algumas vantagens que não vamos citar aqui.
Alguns estudos afirmam que as pessoas só vêem como tecnologia aquilo que foi inventado depois que elas nasceram. Assim os aparelhos que já estavam sendo usados em larga escala quando a pessoa nasceu não são vistos por ela como tecnologia.
Podemos observar essa situação com os computadores e até com outros aparelhos como o DVD. Quando essa geração de professores nasceu, o computador ainda não estava sendo usado em larga escala na sociedade, não era comum termos computadores em casa. A mesma coisa ocorre com o DVD. Por isso os professores têm uma grande resistência em lidar com essas duas tecnologias. Muito tem medo de mexer no computador para não quebrar, tem professores que pedem ajuda aos colegas mais familiarizados com essas tecnologias para instalar o aparelho de DVD para que ele possa passar um vídeo para os alunos, pois ele não sabe conectar o aparelho na televisão. A maioria diz que nunca pegou o manual para ler como se instala o aparelho.
Com as crianças acontece exatamente o contrário, qualquer criança de cinco ou seis anos sabe ligar e desligar o computador, colocar um filme para assistir no DVD. Não se percebe nas crianças o medo que os adultos tem de mexer no computador ou no DVD. Quantos avós ou pais pedem aos seus netos ou filhos para manusear o DVD ou navegar na Internet para encontrar uma informação desejada ou realizar alguma operação bancária.
Essa desenvoltura das crianças com esses e outros aparelhos deve-se ao fato de que quando elas nasceram o computador e o DVD já estavam sendo usados em larga escala na sociedade. Para as crianças esses aparelhos são como brinquedos, que elas interagem com a maior facilidade.
O que é possível fazer na escola com o computador? Existem diversas maneiras de usar o computador na escola, entre elas estão: Instrução Programada, simulação e jogos, aprendizagem por descoberta e pacotes aplicativos. As sugestões aqui apresentadas são do uso de Pacotes Aplicativos.


Para Chaves (2009):


Normalmente, não se considera o uso desses aplicativos como tendo importante significado pedagógico. Contudo, muitos educadores e muitas escolas têm concluído que seu uso não só é uma maneira interessante e útil de introduzir os alunos ao computador, como é um excelente recurso para prepará-los para o uso regular do computador em suas vidas.


Um exemplo de atividade muito simples que podemos realizar no laboratório com os alunos é explorar o editor de texto do computador. Sabemos que os editores de texto trabalham integrados com um dicionário, assim ele faz correções de ortografia e concordância e é isso que vamos explorar nessa atividade de Língua Portuguesa.
Nessa atividade o professor estará aplicando a técnica de correção da produção escrita dos alunos chamada de autocorreção. “O objetivo da autocorreção é a construção da imagem mental das palavras. A ação do aluno é sobre a palavra, ou seja, a ortografia.” ( SIMM, 2009).
Antes de começar a atividade o professor deve definir com os alunos que quando o computador passar uma linha vermelha em baixo da palavra, significa que a palavra está escrita errada. É esse o código que será usado na aula, a cor da linha em baixo da palavra. Devendo os alunos consultar o dicionário do computar para verificar a grafia correta.
A atividade consiste em fazer uma listagem com os alunos das palavras com a dificuldade ortográfica que se quer trabalhar. Após a realização da leitura de um texto com os alunos, esse texto pode ser lido impresso ou na tela do computador, o professor faz uma listagem das palavras do texto que contém a dificuldade ortográfica.
O professor deve ditar as palavras uma a uma para os alunos digitem as palavras no editor de texto, ao final do ditado, os alunos devem verificar se o computador sublinhou alguma palavra que ele escreveu. Neste ponto o aluno deve fazer uso do código estabelecido previamente com o professor, linha vermelha significa erro ortográfica. Desta forma ele irá fazer a autocorreção da palavra usando seus conhecimentos, ou ainda, consultando o dicionário existente no editor de textos.
Uma outra atividade que pode ser realizada no laboratório de informática, dessa vez fazendo uso de recursos mais sofisticados como o programa Google Earth, que pode ser baixado em http://earth.google.com/intl/pt/, tendo como área do conhecimento a Geografia. O programa é gratuito e pode ser usado para explorar conteúdo como: o planeta Terra e seus movimentos; os continentes; oceanos; países, estados e capitais, etc.
O programa permite que o usuário faça uma viagem em 3D por qualquer parte do mundo, as imagens são de satélites, além de fotos estão disponíveis pequenos textos sobre pontos turísticos e monumentos históricos. Para realizar a atividade os computadores devem ter acesso a Internet para poder baixar o programa e para manter as informações do programa atualizadas.
Esses são apenas dois pequenos exemplos de trabalho com o computador na escola. Navegue pela Internet, solte a sua imaginação, seja criativo. O computador é muito mais do que uma ferramenta de ensino, ele é o motor propulsor de uma nova forma de interação social.

REFERÊNCIAS
SIMM, Juliana Fogaça Sanches. Fundamentos e Metodologias do Ensino de Língua Portuguesa. Disponível em: <http://www.unoparvirtual.com.br/> Acesso em: 28 de mar de 2009.
CHAVES, Eduardo O. C. O computador na educação. Disponível em: < http://www.chaves.com.br/TEXTSELF/EDTECH/funteve.htm> Acesso em: 04 de fev. de 2009.

sábado, 16 de maio de 2009

Fonte de pesquisa na Internet.

Durante esse mês de maio, não estou cadastrando textos no blog, mas sim, colocando informações e iniciativas que encontro na Internet ou que me são enviadas por email, com o objetivo de fazer com que tais informações cheguem a um número maior de pessoas.

Sendo assim, estou colocando aqui no blog um link da Veja que a colega Ana Cardoso me enviou. Valeu Ana!

Em comemoração ao seu aniversário de 40 anos, a Revista Veja disponibilizou na Internet o seu acervo de 40 anos de revista.

O projeto é uma parceria entre a Editora Abril e a Digital Pages e demorou 1 ano para ficar pronto, o trabalho contou com cerca de 30 profissionais que deram conta do processo de digitalização de mais de 2 mil edições da revista.

O valor total investido no projeto é igual ao prêmio da Mega Sena acumulada, nada menos que 3 milhões de Reais foram investidos no projeto.

O projeto tem um valor social muito grande pois, nele podemos encontrar fatos da recente história do Brasil, assim se torna fonte de pesquisa para tado a sociedade e, em especial para nós educadores. Podemos buscar textos e informações para dar aulas, fundamentar nossos projetos de pesquisa, etc.



Boa pesquisa para todos!

Para acessar clique na imagem.




Após ter recebido o link da revista veja, resolvi pesquisar outras iniciativas semelhantes e encontrei um projeto da mesma invergadura, mas com um orçamento menor do que o da Veja.

O projeto é da Revista SUPERINTERESSANTE que disponibiliza seu acervo de 20 anos de revista na Internet, porém a revista não está disponível na íntegra, são disponibilizadas a matéria de capa e algumas seções da revista. Diferente do projeto da veja a Superinteressante tem um layout bem simples e possibilita salvar o acervo no seu computador.

Atualmente estão disponíveis as edições de 1987 até 2007, porém o projeto já tem planos para disponibilizar as edições de 2008.

Boa pesquisa para todos!
Para acessar clique na imagem.

sábado, 2 de maio de 2009

Ensino Superior a Distância

Durante a Semana de 27 de abril a 01 de maio de 2009, o Jornal Nacional da Rede Globo de televisão exibiu diversas matérias sobre Educação a Distância.

Como trabalho com EAD, fiz questão de colocar aqui no meu blog um link para o vídeo que fala sobre o Ensino Superior a Distância, pois a Educação a Distância tem sofrido muito preconceito, aliás como tudo o que é novo, e olha que Educação a Distância não é nova.

Algumas pessoas tem feito comentários de senso comum sobre a EAD, como por exemplo:

- Os cursos a distância não tem validade.

- As pessoas que fazem um curso a distância não estudam, não se esforçam.

Para quem estuda ou trabalha em um curso na modalidade EAD, percebe-se claramente que essas pessoas não tem um mínimo de leitura ou experiência com EAD. São realmente leigos no assunto.
Assita o vídeo!

sábado, 11 de abril de 2009

DIVX: a MP3 dos filmes.

Depois da revolução no mundo da indústria fonográfica causada pelo surgimento das músicas no formato MP3, impulsionada com o surgimento na Internet de software de troca desse tipo de arquivo, o que massificou em termos de rede de computadores o acesso em todo o mundo deste tipo de arquivo, agora chegou a vez dos filmes.
Arquivos com extensão .mp3 ou arquivos MPEG1 Layer III, extensão são as três ultimas letras que aparecem depois do ponto (.) no final do nome de qualquer arquivo, são arquivos de aúdio (waveform), idênticos aos arquivos .wav (wave), contudo os arquivos MP3 são extremamente compactados. Um arquivo wave de 12Mb se convertido para o formato MP3, ficará reduzido a apenas 1Mb.
As grandes empresas da indústria fonográfica vêm tentando inibir o crescimento da divulgação desse tipo de arquivo tirando do ar os principais programas de troca de MP3, como o Napster, o Áudio Galaxy.
Porém não vem tendo sucesso, a velocidade com que as coisas são produzidas na rede, superam a lentidão da justiça e das ações movidas pelas empresas fonográficas, assim sugiram mais de uma dezena de outros softwares de trocas de arquivos em MP3.
O DivX faz com o vídeo a mesma coisa que a MP3 fez com o áudio. Você pode assistir a filmes com qualidade de DVD, usando para isso apenas o leitor de CD-ROM do seu computador.
O DivX se baseia no formato de compressão MPEG-4. O MPEG-4 é um novo padrão de compressão de vídeo que é de alta qualidade e baixo bitrate. Assim é possível em um menor espaço ter um vídeo de melhor qualidade e maior quantidade.
Para termos uma idéia melhor do poder de compressão do formato DivX, vou dar o seguinte exemplo: um filme de DVD ocupa normalmente 5 GB de espaço, se utilizarmos o padrão Divx para comprimir este filme ele vai ocupar em média 600 MB, sem perder a qualidade digital do vídeo e com áudio de CD. A chave para a economia de tantos Gigas é que o formato DivX transforma o áudio em MP3, reduzindo bastante o tamanho do arquivo de áudio do filme.
Como a maioria dos CD-R e CD-RW tem entre 650 MB e 700 Mb e custam em torno de R$ 1,00, você pode gravar todos os seus filmes VHS no formato DivX e ganhar em qualidade, espaço físico e durabilidade da mídia.
A esta altura você pode está se perguntando, Esse formato DivX roda normal nos aparelhos de DVD player ou ainda alguns devem estar comentando que ver filmes na tela do computador é ruim devido ao tamanho da tela. Sim a maioria dos aparelhos de DVD rodam arquivos em DivX, mas não custa dar uma conferida nos tipos de arquivos que o seu aparelho é capaz de ler.
Para aqueles que tem um projetor ou uma TV de 42 polegadas LCD e deseja assistir os filmes DivX que estão no seu computador na tela da TV, basta instalar no seu PC uma placa de vídeo com saída para TV, no mercado encontra-se disponível diversas marcas de placas com essa finalidade, uma das mais utilizadas é a Gforce, que além de lhe possibilitar assistir os filmes na sua TV, vai transformar o seu computador em um vídeo game, por ser uma placa de vídeo 3D é capaz de rodar os jogos mais pesados, com gráficos que exigem uma melhor performance do computador.
Como e/ou onde conseguir os meus primeiros filmes DivX?
O primeiro passo para quem vai começar a se aventurar dentro do mundo Divx é baixar da Internet um dos programas de busca de vídeos, os mais utilizados são o Emule (http://www.emule-project.net/home/perl/general.cgi?l=30), para aqueles que não tem nenhuma noção de inglês o indicado é acessar a página em português sobre o Kazaa (http://www.kazaa.com.br/), o outro software é o WinMX (http://www.winmx.com/). Ambos são programas para compartilhamento de arquivos que utiliza a tecnologia denominada P2P (peer-to-peer), que permiti que você localize, faça download de arquivos de outros usuários que façam uso do mesmo programa, vale lembrar que para isso o usuário precisa estar online. Os softwares P2P baixam arquivos de diversos formatos: áudio, vídeo, programas, imagens e documentos.
As outras opções existentes de software P2P são: Grokster (http://www.grokster.com/), iMesh (http://www.imesh.com/), eDonkey (http://www.edonkey2000.com/), MediaSeek Client (http://mediaseek.pl/mediaseek/), Morpheus (http://www.morpheus.com/), Neo Napste (http://www.neonapster.com/), Piolet (http://www.piolet.com/), FileNavigator (http://www.filenavigator.com/), XoloX (http://www.xolox.nl/), FileFury (http://www.filefury.com/download.html) e etc.
O próximo passo é fazer download de um player para poder reproduzir os filmes que você baixou da Internet. Os player são programas utilizados para visualizar os arquivos DivX.
Assim como temos uma infinidade de softwares para baixar arquivos da Internet, também temos uma infinidade de players para reproduzir os mais diversos tipos de vídeos, a grande maioria dos players é destinada ao sistema operacional Windows, mas o usuário de outros sistemas operacionais, tais como Linux, Mac e Amiga, também tem opções de reprodutores que vamos apresentar aqui algumas dessas alternativas.
Os players para o sistema operacional Windows mais utilizados são o DivX player e o Radlight. O DivX player já vem junto com um pacote básico de Codesc, os Codecs são o nosso próximo assunto a ser abordado, mas apresenta algumas limitações como por exemplo não permitir a inserção de legendas, modificação das dimensões do filme, além de ser um player pesado, o que as vezes faz a máquina travar. O RadLight (http://www.radlight.com/) é disparado o melhor dos players, pois apresenta diversos recursos como: inclusão de legendas, sincronização da legenda ao filme com as teclas de avanço ou atraso da legenda, modificação das dimensões do filme na tela, permite alterar o idioma do layout do programa, tem um layout amigável, além de ser muito leve podendo ser instalado em máquinas com uma baixa configuração. Agora basta instalar os codecs para você enfim assistir aos seus filmes em DivX. Os codecs são os programas que tornam a tecnologia Divx possível, existem diversos tipos de codecs. É muito importante que você mantenha os seus codecs sempre atualizados, pois se um filme é produzido com uma versão nova de um determinado codec e você não tiver ela em sua máquina não irá conseguir rodar o filme.

sábado, 21 de março de 2009

Entendendo a Linguagem Digit@l

Os avanços no campo da tecnologia nos faz mergulhar a todo o momento em um mar de bits, mega bits e gigas. Basta abrir um jornal, uma revista ou assistir um comercial na televisão e lá estão eles. Câmera digital com cinco MB, TV digital de alta resolução.
O que quer dizer a palavra digital que acompanha esses produtos? Segundo Ferreira (2009) “Digital é tudo aquilo que pode ser transmitido e/ou armazenado através de bits.”
A maior parte da população compra e faz uso dos recursos digitais presentes na sociedade, mas sequer se dá conta da complexidade dessa linguagem digital. Essa linguagem digital surge com o aparecimento do computador, ou seja, ela é uma linguagem específica dessas máquinas. Para entendê-la precisamos voltar às séries iniciais do ensino fundamental, quando aprendemos o Sistema de Numeração Decimal, esse sistema tem como base a dezena, pois isso torna mais fácil para nós a realização dos cálculos.
Os computadores usam o sistema de base dois, chamado de Sistema Binário. Segundo Treviisan (1999) O Sistema Binário foi criado por um matemático alemão do século dezessete chamado Gottfried Wilhelm Von Leibniz.
Nesse sistema, ao contrário do Sistema Decimal, existem apenas dois algarismos zero (o) e um (1), isso torna mais fácil para o computador entender a mensagem e processar os dados que estão sendo transmitidos. O que é fácil para o computador, não é nem de longe fácil para nós seres humanos.

Na terminologia dos computadores, palavra é um grupo de algarismos binário (bits) que podem ocupar uma localização na memória, e, que podem ser processados de uma só vez, podendo ser um número binário que é para ser manuseado como um dado, ou, uma instrução que diz ao computador que operação deve ser executada. Pode ser também um caractere ASCII representando uma letra do alfabeto, ou ainda, um endereço que diz ao processador onde se localiza um dado. (FERREIRA, 2009)

Para escrever uma única letra utilizando o código binário o computador usa uma combinação de zeros e uns, o computador consegue fazer isso em altíssima velocidade, o que para nós é impossível. Observe no exemplo abaixo à combinação que é feita pelo computador para escrever a palavra EXEMPLO.
01000101 01111000 01100101 01101101 01110000 01101100 01101111
E X E M P L O
Fonte: Revista Ciência Hoje.

A mesma coisa acontece na hora de ler ou escrever os algarismos, novamente o computador faz uma combinação de zeros e uns. Veja a tabela abaixo.
Número
Código
0
11100010
1
1100110
2
1101100
3
1000010
4
1011100
5
1001110
6
1010000
7
1000100
8
1001000
9
1110100
Fonte: Revista Ciência Hoje.

Com o avanço da informática nos diversos setores da sociedade, ficou praticamente impossível viver sem o código binário. Podemos dar um exemplo disso falando do código de barras, ao comprar uma roupa, um produto no supermercado ou simplesmente na hora de pagar uma fatura o caixa da loja ou o banco usa um scanner para fazer a leitura do código de barras e assim transmitir todas as informações sobre o produto.
Para o computador as barras brancas e pretas são zeros e uns, inicialmente todas as barras tem a mesma espessura, mas quando você tem uma barra branca mais grossa, significa que temos uma seqüência de zeros e da mesma forma quando temos uma barra preta mais grossa, significa que temos uma seqüência de uns.
Quando o feixe de luz do scanner toca o código de barrar ele envia para o computador o código binário, esse por sua vez faz a leitura dos dados e envia as informações contidas no código de barras para o monitor. Nesse caso o scanner é o periférico de entrada de dados e o monitor o periférico de saída de dados.

Referências:

FERREIRA, Silvio. Sistema Binário – Parte I. Disponível em: <http://www.linhadecodigo.com.br/Artigo.aspx?id=1648>. Acesso em 08 de março de 2009.
TREVISAN, Marcelo. O sistema binário. Disponível em: <http://www-usr.inf.ufsm.br/~cacau/elc202/node2.html>. Acesso em: 12 de março de 2009.

Bibliografia consultada:

BONETTI, Marcelo de Carvalho. Como funciona o CD? In: Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro, ano 19, n. 170, P. 28, Jul. 2006.
MARTELLI, Leandro. Como funciona o código de barras? In: Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro, ano 20, n. 180, P. 28, jun. 2007.

sábado, 29 de setembro de 2007

Um pouco sobre mim.

Me chamo Sidnei Alvaro de Almeida Lima, nasci na cidade do Rio de Janeiro, tendo me despedido da cidade maravilhosa em 1982, data na qual passei a ser baiano de coração. Adoro praticar esportes, como não poderia deixar de ser, o futebol é meu esporte favorito, mas fui uma criança que praticou de tudo um pouco, no bom sentido.
Visitar o centro Histórico de Salvador e ir a praia de Itapoã, cantada em verso e prosa por Dorival Caymmi, são programas obrigatórios de quem vem a Bahia e sempre que posso marco presença nesses lugares.