quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Leitura na Rede

Neste sábado, dia 09 de outubro de 2010, participei da palestra do professor Walter Bazzo, coordenador do Núcleo de Pesquisas em Educação Tecnológica - NEPET da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. O tema abordado na palestra foi Ciência, Tecnologia e Sociedade - CTS. A discussão foi muito calorosa sobre o uso racional da tecnologia.
Minha primeira pergunta sobre CTS foi: A tecnologia está nos levando para um estado de evolução do ser ou somos nós que estamos levando a tecnologia para onde estamos querendo chegar enquando seres humanos, em outras palavras, estamos sendo dominados pela tecnologia ou estamos dominando ela?
Negroponte afirma que faz tanto sentido ampliar a banda de acesso a Internet só porque temos essa possibilidade, quanto aumentar o volume do rádio para obter mais informação. Muitas pessoas estão pagando caro para trocar os computadores, ter acessa a internet com banda larga e continuam fazendo a mesma coisa que faziam nos computadores 486 ou Pentium II. Continuam digitando textos e fazendo pesquisas na Internet. A pergunta é: para que um grande processador, mais memória, placa de vídeo, HD de um Tera?
Uma coisa me marcou muito durante a fala do Bazzo. A afirmação de que temos que ler. Fiquei impressionado com a quantidade de livros que Bazzo lê.
Assim, resolvi disponibilizar algumas possibilidades de trabalho com a leitura na rede. Não só para os nossos alunos, mas para nós professores também.
Como a leitura ainda não é algo comum a todos os brasileiros. O Instituto Ecofuturo resolveu criar um projeto para levar a leitura a uma gama de pessoas que na maioria das vezes fica a margem desse processo. Nasceu assim o Projeto Ler é Preciso. O objetivo do projeto é levar o prazer da leitura ás comunidades urbanas e ruais do Norte ao Sul do Brasil.

Outra possibilidade de trabalho com a leitura, mas dessa vez para as pessoas com deficiência visual, é o projeto da Audioteca Sal e Luz. Uma instituição sem fins lucrativos que disponibiliza livros falados para pessoas com deficiência visual.
São mais de 2700 títulos diversos, tem livros e textos para todos os gostos, todo material e disponibilizado em fita K7, CD ou MP3.
A audioteca precisa de LEDORES, para amplicar o seu acervo. Assita o vídeo institucional da Audioteca Sal e Luz.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pedagogo tem Conselho Federal ou Regional?

Estive fazendo essa pergunta a alguns colegas pedagogos, a maioria não sabia se nós Pedagogos temos ou não Conselho Federal de Pedagogia, alguns ao responder, na verdade me perguntavam, uma vez que respondiam assim: - Não tem, não é?


Realmente o Pedagogo não tem Conselho Federal ou Regional de Pedagogia. Os conselhos são órgãos responsáveis pela orientação disciplina e fiscalização do exercício de uma profissão. Por isso é tão importante que todas as categorias profissionais tenham o seu Conselho Federal e Regional.

Os Pedagogos (será que estamos realmente a frente da criação do nosso conselho?), estão lutando por um direito conquistado há muito tempo por outros profissionais, entre eles o Médico que tem o Conselho Federal de Medicina – CFM, o Arquiteto, Engenheiro e Agrônomo que tem o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA e o Administrador que tem o Conselho Federal de Administração – CFA.

Desde de 2007 tramita no congresso o Projeto de Lei que autoriza o Poder Executivo a criar o conselho Federal e Regionais de Pedagogia de autoria do deputado Mauro Nazif do PSB. Em julho deste ano a Comissão de Constituição e Justiça aprovou o projeto do deputado Nazif que deverá ser encaminhado ao Senado.

Temos que ficar atentos ao texto da lei, pois a qualidade do nosso trabalho pode ser decidida nos artigos dessa lei. Vejam os comentários da Professora Celi Taffarel, Diretora da Faculdade de Educação – FACED/UFBA.


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ferramenta de busca ajuda no plantio de árvores.

Navegar na Internet pode ajudar no reflorestamento de áreas desmatadas no nosso país. O projeto Eco4planet que é um portal de tecnologia, disponibiliza uma ferramenta de busca na Internet em que as pesquisas feitas com essa ferramenta se revertem em árvores plantadas.

Quando no início do ano uma amiga (Carlinha meu anjo, sempre que tiver coisas boas pode mandar pra mim.) me enviou o endereço da ferramenta eu fiquei um pouco desconfiado da eficácia da proposta, mas passado alguns meses pude verificar através de imagens do blog do projeto e de outros canais de comunicação que realmente as árvores são plantadas.

Mas se você não é do Partido Verde e não está muito interessado no plantio de árvores, talvez possa se interessar por outro recurso do programa. O eco4planet disponibiliza duas cores de fundo para a ferramenta de busca, você pode escolher o fundo preto ou fundo branco. O uso da cor preta ajuda na economia de até 20% da energia do seu computador.

Podem ficar tranqüilos que o Eco4planet usa o sistema Google na pesquisa, assim os usuários não perdem nada em qualidade.

Com base nos acessos diários feitos na Internet, essa economia de 20% significa a economia de 7 milhões de Kilowatts/hora, ou seja, mais de 63 milhões de aparelhos de televisão desligados por até uma hora.

Para a turma do Notebook, estamos economizando a bateria do Note, dá para ficar mais tempo conectado, risos.

Vamos ajudar na preservação do nosso planeta! Eco4planet já!

sábado, 28 de agosto de 2010

Mapa Mental

Navegando na Internet descobri uma nova ferramenta, nova ao menos para mim, de produção de mapas mentais ou conceituais.O nome do software é Freeplane. Está disponível na Internet de forma gratuita, você produz os seus mapas salva e pode usar nas suas apresentações.
Inteira mente gratuita, não é necessário fazer nenhum tipo de cadastro basta clicar no link para dowload, instalar o programa e soltar a imaginação. Abaixo estou disponibilizando um exemplo de Mapa Mental para que vocês possam ter uma noção.


Muitas pessoas confundem os mapas conceituais com os organogramas de uma empresa por exemplo. A ligação no organograma de uma empresa está na Hierarquia entre os cargos. Já no mapa conceitual a ligação é entre os conceitos, por isso o mapa conceitual é muito pessoal. Outra pessoa pode usar o seu mapa conceitual, porém só você vai saber a sequência ou lógica dos conceitos.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Um Computador por Aluno - UCA

O sonho de todos os educadores amantes ou não das tecnologias, ao menos de grande partes deles, já está se tornando realidade. O projeto Um Computador por Aluno - UCA do governo federal já começou a colocar em prática seu projeto piloto. Foram distribuídos neste mês de agosto 5,5 mil notebooks para alunos e professores do município de Piraí no Estado do Rio de Janeiro. É isso mesmo colega Internauta, o presidente Lula fez a entrega dos computadores em solenidade no município. Os outros municípios escolhidos para participar do programa foram: São Paulo, Palmas e Porto Alegre.


Ainda durante a cerimônia o presidente Lula afirmou que se a indústria nacional não baixar o preço dos computadores o governo terá que importar os notebooks para atender a todas as escolas do país.

A meta do governo era distribuir 350 mil computadores até o final de 2010, porém a burocracia das licitações está emperrando a compra dos computadores.
Para mim professor amante das tecnologias, resta torcer para que os munícipio ofereçam capacitação para que os professores possam fazer uso desses computadores. Caso isso não ocorra os computadores serão motivo de brigas entre professores e alunos. Uma vez os alunos de posse dos computadores, penso que será dificil fazer com que eles se interessem pelas velhas aulas com quadro e giz.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Resenha do livro O que é virtual?

LÉVY, Pierre. O que é o virtual?. São Paulo, SP: Ed. 34, 1996.



O livro discute as interferências da tecnologia na nossa cultura, fazendo uma passeio pela Filosofia, História, Informática e Sociologia.

O que é virtual? tem suas 103 páginas divididas em nove capítulos. O capítulo 1 discute sobre O que é a virtualização? No segundo capítulo o autor analisa A virtualização do corpo. A virtualização do texto é tema do terceiro capítulo. O capítulo 4 fala sobre a Virtualização da economia. No quinto capítulo é discutida As três virtualizações que fizeram o humano: a linguagem, a técnica e o contrato; O capítulo 6 se ocupa das Operações da virtualização ou o trívio antropológico. A virtualização da inteligência e a constituição do sujeito é tema do capítulo 7. O capítulo 8 aborda a Virtualização da inteligência e a constituição do objeto. No nono e último capítulo é feita a analise sobre O quadrívio ontológico: a virtualização uma transformação entre outras.

No capítulo introdutório Levy discute o conceito de virtualização e a maneira como o processo de virtualização das relações sociais tem modificado a sociedade. O ponto principal do livro é o diálogo entre o virtual e o real. De forma geral as pessoas entendem o virtual como algo que não existe e dessa forma tende a classifica-lo como contrário ao real. Na verdade o virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. O corpo, o texto e a economia também entram ou fazem parte desse processo de virtualização. A virtualização do corpo se dá quando usamos os mais diversos recursos para estamos em vários lugares ao mesmo tempo, como é o caso dos hologramas, assim como a introdução de próteses no corpo. A virtualização do corpo se da no processo de modelagem do corpo. A virtualização do texto se dá através da leitura do mesmo, pois durante o processo de leitura fazemos ligações do texto com outras informações, dessa forma atualizamos o texto, ele sofre diversas modificações ao longo desse processo.

A nova economia é dirigida pela informação, quanto mais informação circulando na rede mais relações são estabelecidas. Os sistemas colaborativos são criados exatamente com esse objetivo dissiminar informações. Consumir a informação presente na Internet, não é prejudicial para a rede de informações, nem tão pouco lançar tais informações na rede significar perder tais informações. É preciso um esforço de toda a comunidade para manter esse ciclo de produção e consumo de informações. Nesse contexto torna-se necessário desenvolver nas pessoas a cibercultura, uma cultura de acessso a Internet com objetivo de pontencializa as relações humanas.

O que é virtual? deve ser lido por professores e demais profissionais que trabalhem com tecnologias de informação e comunicação, bem como pais e familiares de crianças e jovens que usam o ciberespaço como ambiente de diversão, entretenimento, comunicação, forma de expressão cultural e etc. Para os professores a leitura do referido livro vai não só mudar a visão do professor com relação a Internet, mas vai também potencializar o uso dessa tecnologia e seus inúmeros recursos.

De família Judia Pierre Levy é um filosofo que se ocupa de investigar a interação entre a internet e a sociedade como um todo. Um dos primeiros pesquisadores a abordar a tecnologia em uma vertente diferente da proposta tradicional de ferramenta. Dentre as diversas obras publicadas podemos destacar: As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática 1992; As árvores de conhecimentos 1995; Cibercultura 1999.

Sidnei Lima é Pedagogo, Tutor de Sala do curso de Pedagogia da UNOPAR. Professor de rede municipal de salvador. Acadêmico do Curso de Especialização “Tecnologia e Novas Educações da FACED – UFBA.

domingo, 18 de julho de 2010

Farejador de Plágios

Com o crescimento do uso da Internet por estudantes de várias áreas do conhecimento e dos diversos níveis, como um potente recurso na hora de realizar pesquisas e trabalhos escolares. Muitos professores tem questionado o uso dessa tecnologia na produção de trabalhos acadêmicos.

No ensino fundamental e médio muitos professores tem proibido o uso da Internet para realizar trabalhos e/ou pesquisas, eles simplesmente não aceitam os trabalhos dos alunos.

Dessa forma estamos presenciando um verdadeiro retrocesso no processo de produção desses trabalhos, pois alguns professores não aceitam trabalhos digitados, exigindo que os alunos entreguem o trabalho manuscrito em papel pautado, alegando que quando o trabalho está digitado não sabem se o trabalho foi cópia da Internet ou não.

Será que colocar o texto no papel pautado elimina a possibilidade de cópia da Internet? Antes da Internet não existia cópia nos trabalhos escolares? É o aluno que faz cópia ou o professor não passa uma pesquisa como atividade?

Enquanto uma grande discussão teórica se desenrola sobre a geração CONTROL + C e CONTROL + V e, as grandes editoras brigam por seus direitos autorais, alguns profissionais começam a procurar alternativas para a questão. Foi isso que fez o engenheiro da computação, Maximiliano Zambonatto Pezzin, quando desenvolveu o software chamado Farejador de Plágios.

O objetivo do programa é fazer uma varredura no texto e procurar trechos retirados de sites. O programa é gratuito, mas só roda em um único editor de texto, o Word. A instalação é muito fácil e o resultado da busca sai em minutos a depender do tamanho do documento. Veja aqui um exemplo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Tecnologia e Novas Educações!!!

Apresentação do Ambiente Virtual Moodle.


Durante a apresentação do AVA pude perceber que mais uma vez a avalanche de informações, que ao meu ver, são necessárias, porém os participantes do curso que não tem muito contato com a Internet, que não estão acostumados a navegar, usar email, MSN ou configurar páginas copiavam tudo, anotavam todas as informações, mesmo aquelas mais simples.

As atividades de ambientação dos alunos com o AVA, são de grande importância, porém é preciso criar um mecanismo para apresentar ou abordar novamente partes do AVA, sempre que necessário, ou ao menos, nos primeiros encontros para que os alunos não fiquem tão assustados, anotando até os suspiros de quem (Darlene) está fazendo a apresentação.

Os alunos foram incentivados a preencher o perfil na página do Moodle, normalmente as pessoas não preenchem o perfil, deixando de lado uma ótima ferramenta para a rede social. Como foi dito por Darlene, muitas empresas e/ou instituições buscam pessoas através desses perfis na Internet. Por isso, vale lembrar que as pessoas devem ter cuidado e seriedade na hora de preencher páginas de perfil.

A partir da segunda metade da apresentação começa a fica monótono para os alunos que tem certa desenvoltura com formatação de texto, uso de email, uma vez que nesse momento iniciaram-se as informações de como alinhar, justificar, anexar imagens, escolha de fonte, etc.

Alguns alunos ficaram de costas para a projeção, ligaram os computadores e comeram a acessar a Internet, enquanto outros iniciaram conversas paralelas. Para quem ainda não entendeu a perspectiva estruturante da tecnologia é importante entender bem o que aconteceu durante a aula. A professora continuou explicando com se envia uma mensagem no Moodle, enquanto alguns alunos estavam navegando pela página da FACED, outros navegando na página do próprio curso e ninguém foi obrigado a parar o que estava fazendo para prestar atenção na aula, pois aquilo era a aula. Fizemos uso do Hipertexto, demos o salto através de um novo link da aula.

Não estou vigiando os participantes do curso é que muito do que está sendo aprensentado no curso eu já vivenciei durante os anos que participei como pesquisador do GEC e como Tutor do Curso de pedagogia da UNOPAR.

domingo, 6 de setembro de 2009

Quem é o Tutor no EAD?

O número de cursos á distância tem crescido bastante no Brasil, um grande número de universidades públicas e particulares vem oferecendo os seus cursos na modalidade EAD. Na Bahia algumas instituições como a Universidade Federal da Bahia – UFBA, a Universidade do Estado da Bahia – UNEB, a Universidade Faculdade Salvador – UNIFACS, a Universidade Norte do Paraná – UNOPAR, a Faculdade Jorge Amado, a Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC, entre outras, já oferecem diversos cursos nessa modalidade.
A experiência mais expressiva do Brasil é a da Universidade Norte do Paraná – UNOPAR, a pioneira do Brasil em ensino a distância. A UNOPAR tem pólos nos 26 estados brasileiros, oferecendo cursos a distância de graduação em Pedagogia, História, Administração, Letras, Turismo, Serviço Social, etc.
Essa modalidade de ensino em expansão no país faz surgir um personagem pouco conhecido no meio educacional, mais especificamente das salas de aula, é a figura do tutor.
Quem é o tutor? Qual o papel dele na sala de aula? Que formação deve ter esse profissional? São essas as principais questões que alunos que estudam nessa modalidade e profissionais que desejam trabalhar como tutor se fazem.
Segundo Ruth Rocha (1996) “Tutor é o indivíduo legalmente incumbido de tutelar alguém; Protetor; Defensor.”
A definição apresentada acima, não traduz o trabalho feito pelo tutor do EAD. Ela está muito mais voltada para uma situação onde um menor ou um indivíduo julgado incapaz, precisa de uma pessoa para administrar, entre outras coisas, seu patrimônio.
“O tutor é um elemento importante em muitos sistemas de EAD, sendo o principal responsável pelo processo de acompanhamento e controle do ensino-aprendizagem.” (CEAD, 2009).

Quais são os principais critérios para que alguém desempenhe a função de tutor em uma Instituição de Ensino Superior - IES?
O candidato a tutor deve ter graduação no mesmo curso onde ele pretende atuar como tutor e pós-graduação na área onde o curso está inserido. Por exemplo, se o candidato a tutor deseja trabalhar como tutor no curso de Licenciatura em Pedagogia, ele deve ter graduação em Pedagogia e no mínimo especialização na área de educação. Além de sólidos conhecimentos sobre e-mail, Chat, fórum, ferramentas de pesquisa na internet, etc.
Algumas instituições exigem também que o tutor tenha o curso de tutor com carga horária superior a 100 horas, outras dão curso de tutor após o ingresso do indivíduo no quadro de profissionais da instituição, pois a o entendimento de que o curso vai dar autonomia ao tutor dentro do Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA da IES e, como cada instituição desenvolve um software diferente, assim os cursos também ganham diversos formatos a depender da instituição.
O tutor é a peça principal do ensino a distância é ele quem tem o contato físico com os alunos nos dias de encontros presenciais nos pólos de apoio, no caso do tutor atuar em sala, pois temos o Web tutor que só tem contato com os alunos via ferramentas de interação do AVA ou telefone. É ao tutor de sala e ao web tutor que os alunos recorrem de imediato quando surge alguma dúvida ou problema para ser resolvido.
A maioria dos alunos que fazem cursos de graduação na modalidade EAD não tem nenhuma experiência com esse tipo de ensino, o que faz com que eles façam pouco uso dos recursos tecnológicos disponíveis no AVA. Isso faz com que o aluno aguarde o encontro presencial, que ocorre uma vez por semana, a depender da proposta da instituição, para tirar dúvidas ou obter alguma informação com o tutor. Dessa forma ele acaba ficando desatualizado, deixa de ter as informações em tempo real, fazendo uso, por exemplo, de Chat ou e-mail.
“...Os tutores acompanham e comunicam-se com seus alunos de forma sistemática, planejando, dentre outras coisas, o seu desenvolvimento e avaliando a eficiência de suas orientações de modo a resolver problemas que possam ocorrer durante o processo.” (WIKPEDIA, 2009).
Como podemos ver na definição da Wikipédia o tutor tem diversas atribuições no processo de ensino e aprendizagem dos alunos, vamos apresentar mais algumas funções do tutor:
- conhecer muito bem a instituição onde trabalha e a estrutura do curso no qual atua, com o objetivo de prestar esclarecimentos aos alunos, referentes à carga horária, estágios, diploma, autorização e reconhecimento do curso e etc.;
- atuar como mediador do processo de ensino e de aprendizagem dos alunos, tirando dúvidas dos alunos durante a realização das atividades, quando não for possível tirar a dúvida o tutor deve encaminha - lá aos professores e/ou setor responsável;
- conscientizar os alunos para a necessidade de desenvolver uma rotinha de auto-estudo, a fim de não deixar acumular atividades;
- orientar o aluno durante o processo de avaliação, o tutor não deve atuar na sala de aula durante a realização das provas como fiscal de concurso público, pois isso pode criar um clima de tensão na avaliação;
- desenvolver nos alunos a cybercultura.
Essa última atribuição é a mais importante e talvez a mais difícil. É comum os alunos terem na sua caixa de mensagens, mais de uma centena de emails não lidos, muitos não sabem nem como acessar a conta de correio eletrônico, ficam dependentes de filhos ou amigos.
Fica claro que os alunos não tem por habito acessar o AVA e entrar nos diversos recursos disponíveis no ambiente quando eles fazem perguntas básicas como: Qual é a data de encerramento do semestre? Quando começam as provas? Quantas disciplinas temos neste semestre?
Todas essas informações são rapidamente obtidas consultando dois documentos básicos para o aluno o Calendário Acadêmico e o Guia de Percurso. É claro que o tutor pode responder a todas essas questões, mas melhor do que responder é abrir o ambiente com os alunos e mostrar como acessar as informações para que desta maneira os alunos possam visualizar que as informações estão disponíveis para eles acessarem a qualquer momento de qualquer lugar com acesso a Internet. Assim o aluno vai ganhando autonomia.
É preciso que o aluno dos cursos na modalidade EAD tenha um nível de interação com o AVA, a ponto de sentir falta no dia em que não acessar o ambiente. Ao invés de ficar esperando que o tutor diga que tem um e-mail para eles falando de um assunto importante, os alunos precisam entrar na sala e comentar entre eles se os colegas já acessaram as novas informações postadas no ambiente. Isso é ser pró-ativo.
Mesmo com toda exigência com relação à formação acadêmica do tutor, com cursos de formação de tutores, ainda não temos o tutor ideal, temos bons tutores, mas acredito que o tutor ideal para o Ensino a Distância será aquele profissional que se graduou a distância, pois só assim ele será capaz de entender com profundidade as angústias, expectativas e conquistas de uma aluno dessa modalidade de ensino.

REFERÊNCIAS


Centro de Educação Aberta e a Distância. Tutor. Disponível em: http://200.132.103.7/mod/glossary/view.php?id=1579&sortkey=CREATION&sortorder=desc&mode=date Acesso em: 21 de ago. 2009.
ROCHA, Ruth. Minidicionário da Língua Portuguesa. São Paulo, Scipione. 2005.
Wikipédia, a enciclopédia livre. Tutoria. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Tutor> Acesso em: 18 de ago. 2009.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA


UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ. Guia de Percurso: Curso Normal Superior. Londrina. UNOPAR. 2003.
UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ. Guia de Percurso: Curso de Graduação em Pedagogia. Londrina. UNOPAR. 2008.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O computador na escola.

Hoje já é muito comum falar no uso do computador na escola. A maioria das escolas particulares e grande parte das escolas públicas já contam com essa ferramenta para dinamizar o processo de ensino e aprendizagem.
Há uma ou duas décadas isso era privilégio de poucos alunos que freqüentavam as grandes escolas particulares do país.
A presença do computador na escola trouxe várias questões de ordem didática para que professores e pedagogos pudessem resolver, como por exemplo: O que ensinar aos alunos usando o computador? Quem deve acompanhar os alunos nas atividades dentro do laboratório de informática, o professor ou o técnico em informática?
Vamos tentar responder a essas duas questões. Primeiro não existe um assunto que não seja possível realizar um trabalho fazendo uso do computador. Tudo vai depender da criatividade e imaginação de professores e alunos e, é claro dos recursos disponíveis no laboratório, como softwares e acesso a Internet.
Com ralação a segunda pergunta é o professor da turma que deve levar seus alunos para o laboratório de informática e não o técnico em informática, pois é o professor que conhece os seus alunos, que planeja as aulas e que vai usar o computador para melhorar a aprendizagem dos seus alunos.
Na maioria das vezes o chamado professor de informática, não é professor, pois não tem nenhuma licenciatura, não é formado em magistério, a grande maioria tem apenas um certificado de cursinho de informática, realizado em instituições que oferecem esse tipo de curso, com o objetivo de capacitar o indivíduo para usar os recursos básicos de um computador.
Isso acontece porque grande parte dos professores em exercício se formou a mais de 20 anos e no currículo do seu curso não tinha como disciplina Novas Tecnologias de Informação e Comunicação – TICS. O professor tem medo de usar o computador por não ter passado por um curso de capacitação para utilizá-lo, ou ainda, é chamado para fazer o curso e não quer, pois muitos resistem em usar o novo.
Diante disso a escola só tem uma saída, transferir a responsabilidade de desenvolver um trabalho com Novas Tecnologias para alguém que entende de computador, mas não de educação. Assim o laboratório de informática, desculpe-me a redundância, é utilizado para dar aulas de informática, ao invés de ser utilizado para se trabalhar, Comunicação e Expressão, Matemática, História, Geografia, Ciências, entre outras áreas de conhecimento, utilizando o computador e seus recursos.
Para entender porque os professores não conseguem interagir de forma satisfatória com o computador, uma vez que utilizam com desenvoltura outras tecnologias como a televisão, o D.V.D. e o próprio livro didático, é preciso conceituar os diferentes tipos de tecnologias.
Tecnologia é tudo aquilo que foi inventado pelo homem, pois o que não foi inventado pelo homem são recursos naturais. A tecnologia facilita o trabalho do homem, mas ainda é preciso empregar força física no seu uso. Podemos citar como exemplo: o facão a enxada e a máquina de moer carne.
A evolução das tecnologias fez surgir as Novas Tecnologias, essas dispensam o uso da força física, basta apertar um botão para que a ferramenta faça todo o trabalho sem exigir da pessoa esforço físico. Como exemplo das Novas Tecnologias podemos citar a serra elétrica, o cortador de grama e o multiprocessador.
Na crista da onda tecnológica estão as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, que como o próprio nome já diz, tem como objetivo principal, favorecer a comunicação e levar a informação a diversas partes do mundo. Durante muito tempo os três grandes representantes dessas tecnologias foi o rádio, a televisão e o telefone.
Na última década estamos assistindo a supremacia do computador sobre as demais tecnologias, em parte isso se deve ao fato do computador ter incorporado os outros três aparelhos, hoje é possível ouvir rádio, assistir televisão, fazer chamadas telefônicas pelo computador e, com algumas vantagens que não vamos citar aqui.
Alguns estudos afirmam que as pessoas só vêem como tecnologia aquilo que foi inventado depois que elas nasceram. Assim os aparelhos que já estavam sendo usados em larga escala quando a pessoa nasceu não são vistos por ela como tecnologia.
Podemos observar essa situação com os computadores e até com outros aparelhos como o DVD. Quando essa geração de professores nasceu, o computador ainda não estava sendo usado em larga escala na sociedade, não era comum termos computadores em casa. A mesma coisa ocorre com o DVD. Por isso os professores têm uma grande resistência em lidar com essas duas tecnologias. Muito tem medo de mexer no computador para não quebrar, tem professores que pedem ajuda aos colegas mais familiarizados com essas tecnologias para instalar o aparelho de DVD para que ele possa passar um vídeo para os alunos, pois ele não sabe conectar o aparelho na televisão. A maioria diz que nunca pegou o manual para ler como se instala o aparelho.
Com as crianças acontece exatamente o contrário, qualquer criança de cinco ou seis anos sabe ligar e desligar o computador, colocar um filme para assistir no DVD. Não se percebe nas crianças o medo que os adultos tem de mexer no computador ou no DVD. Quantos avós ou pais pedem aos seus netos ou filhos para manusear o DVD ou navegar na Internet para encontrar uma informação desejada ou realizar alguma operação bancária.
Essa desenvoltura das crianças com esses e outros aparelhos deve-se ao fato de que quando elas nasceram o computador e o DVD já estavam sendo usados em larga escala na sociedade. Para as crianças esses aparelhos são como brinquedos, que elas interagem com a maior facilidade.
O que é possível fazer na escola com o computador? Existem diversas maneiras de usar o computador na escola, entre elas estão: Instrução Programada, simulação e jogos, aprendizagem por descoberta e pacotes aplicativos. As sugestões aqui apresentadas são do uso de Pacotes Aplicativos.


Para Chaves (2009):


Normalmente, não se considera o uso desses aplicativos como tendo importante significado pedagógico. Contudo, muitos educadores e muitas escolas têm concluído que seu uso não só é uma maneira interessante e útil de introduzir os alunos ao computador, como é um excelente recurso para prepará-los para o uso regular do computador em suas vidas.


Um exemplo de atividade muito simples que podemos realizar no laboratório com os alunos é explorar o editor de texto do computador. Sabemos que os editores de texto trabalham integrados com um dicionário, assim ele faz correções de ortografia e concordância e é isso que vamos explorar nessa atividade de Língua Portuguesa.
Nessa atividade o professor estará aplicando a técnica de correção da produção escrita dos alunos chamada de autocorreção. “O objetivo da autocorreção é a construção da imagem mental das palavras. A ação do aluno é sobre a palavra, ou seja, a ortografia.” ( SIMM, 2009).
Antes de começar a atividade o professor deve definir com os alunos que quando o computador passar uma linha vermelha em baixo da palavra, significa que a palavra está escrita errada. É esse o código que será usado na aula, a cor da linha em baixo da palavra. Devendo os alunos consultar o dicionário do computar para verificar a grafia correta.
A atividade consiste em fazer uma listagem com os alunos das palavras com a dificuldade ortográfica que se quer trabalhar. Após a realização da leitura de um texto com os alunos, esse texto pode ser lido impresso ou na tela do computador, o professor faz uma listagem das palavras do texto que contém a dificuldade ortográfica.
O professor deve ditar as palavras uma a uma para os alunos digitem as palavras no editor de texto, ao final do ditado, os alunos devem verificar se o computador sublinhou alguma palavra que ele escreveu. Neste ponto o aluno deve fazer uso do código estabelecido previamente com o professor, linha vermelha significa erro ortográfica. Desta forma ele irá fazer a autocorreção da palavra usando seus conhecimentos, ou ainda, consultando o dicionário existente no editor de textos.
Uma outra atividade que pode ser realizada no laboratório de informática, dessa vez fazendo uso de recursos mais sofisticados como o programa Google Earth, que pode ser baixado em http://earth.google.com/intl/pt/, tendo como área do conhecimento a Geografia. O programa é gratuito e pode ser usado para explorar conteúdo como: o planeta Terra e seus movimentos; os continentes; oceanos; países, estados e capitais, etc.
O programa permite que o usuário faça uma viagem em 3D por qualquer parte do mundo, as imagens são de satélites, além de fotos estão disponíveis pequenos textos sobre pontos turísticos e monumentos históricos. Para realizar a atividade os computadores devem ter acesso a Internet para poder baixar o programa e para manter as informações do programa atualizadas.
Esses são apenas dois pequenos exemplos de trabalho com o computador na escola. Navegue pela Internet, solte a sua imaginação, seja criativo. O computador é muito mais do que uma ferramenta de ensino, ele é o motor propulsor de uma nova forma de interação social.

REFERÊNCIAS
SIMM, Juliana Fogaça Sanches. Fundamentos e Metodologias do Ensino de Língua Portuguesa. Disponível em: <http://www.unoparvirtual.com.br/> Acesso em: 28 de mar de 2009.
CHAVES, Eduardo O. C. O computador na educação. Disponível em: < http://www.chaves.com.br/TEXTSELF/EDTECH/funteve.htm> Acesso em: 04 de fev. de 2009.

sábado, 16 de maio de 2009

Fonte de pesquisa na Internet.

Durante esse mês de maio, não estou cadastrando textos no blog, mas sim, colocando informações e iniciativas que encontro na Internet ou que me são enviadas por email, com o objetivo de fazer com que tais informações cheguem a um número maior de pessoas.

Sendo assim, estou colocando aqui no blog um link da Veja que a colega Ana Cardoso me enviou. Valeu Ana!

Em comemoração ao seu aniversário de 40 anos, a Revista Veja disponibilizou na Internet o seu acervo de 40 anos de revista.

O projeto é uma parceria entre a Editora Abril e a Digital Pages e demorou 1 ano para ficar pronto, o trabalho contou com cerca de 30 profissionais que deram conta do processo de digitalização de mais de 2 mil edições da revista.

O valor total investido no projeto é igual ao prêmio da Mega Sena acumulada, nada menos que 3 milhões de Reais foram investidos no projeto.

O projeto tem um valor social muito grande pois, nele podemos encontrar fatos da recente história do Brasil, assim se torna fonte de pesquisa para tado a sociedade e, em especial para nós educadores. Podemos buscar textos e informações para dar aulas, fundamentar nossos projetos de pesquisa, etc.



Boa pesquisa para todos!

Para acessar clique na imagem.




Após ter recebido o link da revista veja, resolvi pesquisar outras iniciativas semelhantes e encontrei um projeto da mesma invergadura, mas com um orçamento menor do que o da Veja.

O projeto é da Revista SUPERINTERESSANTE que disponibiliza seu acervo de 20 anos de revista na Internet, porém a revista não está disponível na íntegra, são disponibilizadas a matéria de capa e algumas seções da revista. Diferente do projeto da veja a Superinteressante tem um layout bem simples e possibilita salvar o acervo no seu computador.

Atualmente estão disponíveis as edições de 1987 até 2007, porém o projeto já tem planos para disponibilizar as edições de 2008.

Boa pesquisa para todos!
Para acessar clique na imagem.

sábado, 2 de maio de 2009

Ensino Superior a Distância

Durante a Semana de 27 de abril a 01 de maio de 2009, o Jornal Nacional da Rede Globo de televisão exibiu diversas matérias sobre Educação a Distância.

Como trabalho com EAD, fiz questão de colocar aqui no meu blog um link para o vídeo que fala sobre o Ensino Superior a Distância, pois a Educação a Distância tem sofrido muito preconceito, aliás como tudo o que é novo, e olha que Educação a Distância não é nova.

Algumas pessoas tem feito comentários de senso comum sobre a EAD, como por exemplo:

- Os cursos a distância não tem validade.

- As pessoas que fazem um curso a distância não estudam, não se esforçam.

Para quem estuda ou trabalha em um curso na modalidade EAD, percebe-se claramente que essas pessoas não tem um mínimo de leitura ou experiência com EAD. São realmente leigos no assunto.
Assita o vídeo!