Neste espaço disponibilizo textos produzidos por mim sobre educação e Novas Tecnologias de informação e Comunicação.
terça-feira, 26 de abril de 2011
8º Prêmio Amigos do Mar
sábado, 20 de novembro de 2010
Corpos Mutantes: o sujeito na contemporaneidade
Comentários sobre os textos do livro Corpos Mutantes.
Corpo, fragmentos e ligações: a micro-história de alguns órgãos e de certas promessas.
Neste texto o que mais me impressionou foi o papel que o cinema ocupa na projeção do futuro próximo, com as tecnologias que são projetas para a sociedade viver e sobreviver aos seus males, bem como a visão de corpos perfeitos. No filme Os substitutos, os personagens do filme não saem de casa, ficam o tempo todo conectados a uma máquina que faz a conexão entre a mente da pessoa e um robô que é um cópia da pessoa, na sua melhor fase da vida. Tos os robôs tem corpos esculturais, de maneira que as pessoas não sabem como estão seus parentes, esposas e maridos na “realidade”. Vivemos essa busca por um corpo perfeito.
Quando criança assistia a série Jornada nas Estrelas e pensava ser mentira as conexões de telefone sem fio, hoje não conseguimos pensar a vida cem os aparelhos celulares.
O cinema tem essa capacidade de trazer aos olhos do espectador aquilo que ele deseja e que só estará disponível décadas a frente.
Corpo Cyborg e o dispositivo das novas tecnologias.
Novamente o cinema me faz entender com clareza o que o texto sobre corpo cyborg discute. A série da televisão famosa na década de 80, “ O homem de 6 milhões de dólares”, já apresentava com muita propriedade essa ligação intima entre homem e máquina. Não sabemos mais ao certo onde começa o homem e termina a máquina ou vice-versa. Nossos corpos são pura tecnologia, antes acreditávamos que nossos corpos era fruto da seleção natural, hoje tenho certeza de que a tecnologia tem dado uma grande ajuda.
Meu conceito sobre prótese era de que serviam para suprir uma deficiência e que mesmo assim, a pessoa nunca teria a mesma capacidade de alguém que não tem prótese, ou seja, sempre estaria potencialmente em desvantagem. O texto abri minha mente para as possibilidades de alguém que usa prótese ter capacidade superior a de quem não usa prótese, como por exemplo, as pernas mecânicas, elas tem tornado os indivíduos bem mais rápidos que uma pessoa que não as usa.
Uma estética para corpos mutantes.
Não acredito que nossos corpos estejam passando por uma metamorfose, uma vez que, entendo por metamorfose, a transformação completa pela qual a lagarta passa para poder evoluir e virar borboleta. Por mais que possamos promover modificações em nossos corpos não acredito que modificaremos tanto esse corpo ao ponto de não reconhecermos no segundo nada do primeiro.
Tenho muitas esperanças de que a pesquisas com células tronco irá evoluir ao ponto de não ser necessário esperar que alguém morra e faça a doação de órgãos, em menos de um século já estaremos vivendo o Self service de órgãos. Substituiremos órgãos com câncer ou com funcionamento incorreto em uma simples cirurgia.
O espetáculo do ringue: o esporte e a potencialização de eficientes corporais
Homens e mulheres tem transformado seus corpos em verdadeiras máquinas de combate em nome do esporte que valoriza o corpo máquina que além de escultural, forte e resistente tem que aniquilar o outro corpo máquina em segundos. Em nome do esporte essas pessoas fazem usa de substancias que potencializam as suas capacidades físicas e mentais. As vezes as conseqüências para o corpo são a perda de outras funções já que o corpo-máquina precisa de toda sua energia concentrada para os combates.
Percebo ai uma grande contradição já que o esporte prega sempre uma vida saudável, em que o esportista deve manter todos as suas capacidades em equilíbrio. Muitos desses lutadores são submetidos a um nível de estresse altíssimo. Acabam esquecendo de tudo e todos a sua volta, em função das lutas e combates consigo mesmo e com os outros.
O percurso do corpo na cultura contemporânea.
A sociedade hoje vive a ditadura do corpo perfeito, a mídia televisa, tem escravizado toda a sociedade, impondo a cultura do corpo magrinho e sarado. No passado o padrão de beleza era outro, as mulheres mais “gordinhas” e que eram o padrão, percebemos isso nas pinturas, esculturas e nos filmes da época.
As modelos passam por verdadeiras maratonas para perder gramas, muitas acabam doentes, desenvolvem a bulimia, o que faz com elas acreditem que estão gordas, mesmo estando bem abaixo do peso ideal delas, isso pode levar as mesmas a morte.
sábado, 6 de novembro de 2010
RoboBraille
Todas as vezes que encontro durante as minhas navegações no ciberespaço alguma iniciativa que de forma direta ou indireta vá possibilitar aos docentes uma melhor atuação no sentido de superar as dificuldades na produção de material para trabalhar com alunos com necessidades especiais, socializo com os colegas educadores. Por isso estou postando esse comentário sobre um projeto bem interessante para trabalho com pessoas com deficiência visual ou não.
RoboBraille é um serviço de correio eletrônico que converte arquivo de texto no formato .DOC ou .TXT para arquivo de audio no formato MP3 ou um documento em braille.
textoparavoz@robobraille.org
Documento em Braille
textoparabraille@robobraille.org
O RoboBraille converte arquivos em outros onze idiomas.
É necessário informar que o português utilizado pelo programa é o português de Portugal. Fiz o teste com o RoboBraille, enviei um pequeno arquivo de texto no formato .TXT e em menos de cinco minutos recebi um email com o link para ouvir ou baixar o arquivo de áudio no formato .MP3.
Foi possível entender todo o texto, mesmo com a voz robotizada utilizada pelo software, a voz utilizada pelo programa para converter o meu texto foi uma voz feminina, não sei se ele trabalha também com vozes masculinas, já que com base no email que recebi, puder perceber que são vários servidores que trabalham com a finalidade de responder os email em um curto espaço de tempo.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Leitura na Rede
Assim, resolvi disponibilizar algumas possibilidades de trabalho com a leitura na rede. Não só para os nossos alunos, mas para nós professores também.
Outra possibilidade de trabalho com a leitura, mas dessa vez para as pessoas com deficiência visual, é o projeto da Audioteca Sal e Luz. Uma instituição sem fins lucrativos que disponibiliza livros falados para pessoas com deficiência visual.A audioteca precisa de LEDORES, para amplicar o seu acervo. Assita o vídeo institucional da Audioteca Sal e Luz.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Pedagogo tem Conselho Federal ou Regional?
Realmente o Pedagogo não tem Conselho Federal ou Regional de Pedagogia. Os conselhos são órgãos responsáveis pela orientação disciplina e fiscalização do exercício de uma profissão. Por isso é tão importante que todas as categorias profissionais tenham o seu Conselho Federal e Regional.
Os Pedagogos (será que estamos realmente a frente da criação do nosso conselho?), estão lutando por um direito conquistado há muito tempo por outros profissionais, entre eles o Médico que tem o Conselho Federal de Medicina – CFM, o Arquiteto, Engenheiro e Agrônomo que tem o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA e o Administrador que tem o Conselho Federal de Administração – CFA.
Desde de 2007 tramita no congresso o Projeto de Lei que autoriza o Poder Executivo a criar o conselho Federal e Regionais de Pedagogia de autoria do deputado Mauro Nazif do PSB. Em julho deste ano a Comissão de Constituição e Justiça aprovou o projeto do deputado Nazif que deverá ser encaminhado ao Senado.
Temos que ficar atentos ao texto da lei, pois a qualidade do nosso trabalho pode ser decidida nos artigos dessa lei. Vejam os comentários da Professora Celi Taffarel, Diretora da Faculdade de Educação – FACED/UFBA.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Ferramenta de busca ajuda no plantio de árvores.
Quando no início do ano uma amiga (Carlinha meu anjo, sempre que tiver coisas boas pode mandar pra mim.) me enviou o endereço da ferramenta eu fiquei um pouco desconfiado da eficácia da proposta, mas passado alguns meses pude verificar através de imagens do blog do projeto e de outros canais de comunicação que realmente as árvores são plantadas. Podem ficar tranqüilos que o Eco4planet usa o sistema Google na pesquisa, assim os usuários não perdem nada em qualidade.
Com base nos acessos diários feitos na Internet, essa economia de 20% significa a economia de 7 milhões de Kilowatts/hora, ou seja, mais de 63 milhões de aparelhos de televisão desligados por até uma hora.
Para a turma do Notebook, estamos economizando a bateria do Note, dá para ficar mais tempo conectado, risos.
Vamos ajudar na preservação do nosso planeta! Eco4planet já!
sábado, 28 de agosto de 2010
Mapa Mental
Navegando na Internet descobri uma nova ferramenta, nova ao menos para mim, de produção de mapas mentais ou conceituais.O nome do software é Freeplane. Está disponível na Internet de forma gratuita, você produz os seus mapas salva e pode usar nas suas apresentações.terça-feira, 10 de agosto de 2010
Um Computador por Aluno - UCA
O sonho de todos os educadores amantes ou não das tecnologias, ao menos de grande partes deles, já está se tornando realidade. O projeto Um Computador por Aluno - UCA do governo federal já começou a colocar em prática seu projeto piloto. Foram distribuídos neste mês de agosto 5,5 mil notebooks para alunos e professores do município de Piraí no Estado do Rio de Janeiro. É isso mesmo colega Internauta, o presidente Lula fez a entrega dos computadores em solenidade no município. Os outros municípios escolhidos para participar do programa foram: São Paulo, Palmas e Porto Alegre.quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Resenha do livro O que é virtual?
O livro discute as interferências da tecnologia na nossa cultura, fazendo uma passeio pela Filosofia, História, Informática e Sociologia.
O que é virtual? tem suas 103 páginas divididas em nove capítulos. O capítulo 1 discute sobre O que é a virtualização? No segundo capítulo o autor analisa A virtualização do corpo. A virtualização do texto é tema do terceiro capítulo. O capítulo 4 fala sobre a Virtualização da economia. No quinto capítulo é discutida As três virtualizações que fizeram o humano: a linguagem, a técnica e o contrato; O capítulo 6 se ocupa das Operações da virtualização ou o trívio antropológico. A virtualização da inteligência e a constituição do sujeito é tema do capítulo 7. O capítulo 8 aborda a Virtualização da inteligência e a constituição do objeto. No nono e último capítulo é feita a analise sobre O quadrívio ontológico: a virtualização uma transformação entre outras.
No capítulo introdutório Levy discute o conceito de virtualização e a maneira como o processo de virtualização das relações sociais tem modificado a sociedade. O ponto principal do livro é o diálogo entre o virtual e o real. De forma geral as pessoas entendem o virtual como algo que não existe e dessa forma tende a classifica-lo como contrário ao real. Na verdade o virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. O corpo, o texto e a economia também entram ou fazem parte desse processo de virtualização. A virtualização do corpo se dá quando usamos os mais diversos recursos para estamos em vários lugares ao mesmo tempo, como é o caso dos hologramas, assim como a introdução de próteses no corpo. A virtualização do corpo se da no processo de modelagem do corpo. A virtualização do texto se dá através da leitura do mesmo, pois durante o processo de leitura fazemos ligações do texto com outras informações, dessa forma atualizamos o texto, ele sofre diversas modificações ao longo desse processo.
A nova economia é dirigida pela informação, quanto mais informação circulando na rede mais relações são estabelecidas. Os sistemas colaborativos são criados exatamente com esse objetivo dissiminar informações. Consumir a informação presente na Internet, não é prejudicial para a rede de informações, nem tão pouco lançar tais informações na rede significar perder tais informações. É preciso um esforço de toda a comunidade para manter esse ciclo de produção e consumo de informações. Nesse contexto torna-se necessário desenvolver nas pessoas a cibercultura, uma cultura de acessso a Internet com objetivo de pontencializa as relações humanas.
O que é virtual? deve ser lido por professores e demais profissionais que trabalhem com tecnologias de informação e comunicação, bem como pais e familiares de crianças e jovens que usam o ciberespaço como ambiente de diversão, entretenimento, comunicação, forma de expressão cultural e etc. Para os professores a leitura do referido livro vai não só mudar a visão do professor com relação a Internet, mas vai também potencializar o uso dessa tecnologia e seus inúmeros recursos.
De família Judia Pierre Levy é um filosofo que se ocupa de investigar a interação entre a internet e a sociedade como um todo. Um dos primeiros pesquisadores a abordar a tecnologia em uma vertente diferente da proposta tradicional de ferramenta. Dentre as diversas obras publicadas podemos destacar: As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática 1992; As árvores de conhecimentos 1995; Cibercultura 1999.
Sidnei Lima é Pedagogo, Tutor de Sala do curso de Pedagogia da UNOPAR. Professor de rede municipal de salvador. Acadêmico do Curso de Especialização “Tecnologia e Novas Educações da FACED – UFBA.
domingo, 18 de julho de 2010
Farejador de Plágios
No ensino fundamental e médio muitos professores tem proibido o uso da Internet para realizar trabalhos e/ou pesquisas, eles simplesmente não aceitam os trabalhos dos alunos.
Dessa forma estamos presenciando um verdadeiro retrocesso no processo de produção desses trabalhos, pois alguns professores não aceitam trabalhos digitados, exigindo que os alunos entreguem o trabalho manuscrito em papel pautado, alegando que quando o trabalho está digitado não sabem se o trabalho foi cópia da Internet ou não.
Será que colocar o texto no papel pautado elimina a possibilidade de cópia da Internet? Antes da Internet não existia cópia nos trabalhos escolares? É o aluno que faz cópia ou o professor não passa uma pesquisa como atividade?
Enquanto uma grande discussão teórica se desenrola sobre a geração CONTROL + C e CONTROL + V e, as grandes editoras brigam por seus direitos autorais, alguns profissionais começam a procurar alternativas para a questão. Foi isso que fez o engenheiro da computação, Maximiliano Zambonatto Pezzin, quando desenvolveu o software chamado Farejador de Plágios.
O objetivo do programa é fazer uma varredura no texto e procurar trechos retirados de sites. O programa é gratuito, mas só roda em um único editor de texto, o Word. A instalação é muito fácil e o resultado da busca sai em minutos a depender do tamanho do documento. Veja aqui um exemplo.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Tecnologia e Novas Educações!!!
Durante a apresentação do AVA pude perceber que mais uma vez a avalanche de informações, que ao meu ver, são necessárias, porém os participantes do curso que não tem muito contato com a Internet, que não estão acostumados a navegar, usar email, MSN ou configurar páginas copiavam tudo, anotavam todas as informações, mesmo aquelas mais simples.
As atividades de ambientação dos alunos com o AVA, são de grande importância, porém é preciso criar um mecanismo para apresentar ou abordar novamente partes do AVA, sempre que necessário, ou ao menos, nos primeiros encontros para que os alunos não fiquem tão assustados, anotando até os suspiros de quem (Darlene) está fazendo a apresentação.
Os alunos foram incentivados a preencher o perfil na página do Moodle, normalmente as pessoas não preenchem o perfil, deixando de lado uma ótima ferramenta para a rede social. Como foi dito por Darlene, muitas empresas e/ou instituições buscam pessoas através desses perfis na Internet. Por isso, vale lembrar que as pessoas devem ter cuidado e seriedade na hora de preencher páginas de perfil.
A partir da segunda metade da apresentação começa a fica monótono para os alunos que tem certa desenvoltura com formatação de texto, uso de email, uma vez que nesse momento iniciaram-se as informações de como alinhar, justificar, anexar imagens, escolha de fonte, etc.
Alguns alunos ficaram de costas para a projeção, ligaram os computadores e comeram a acessar a Internet, enquanto outros iniciaram conversas paralelas. Para quem ainda não entendeu a perspectiva estruturante da tecnologia é importante entender bem o que aconteceu durante a aula. A professora continuou explicando com se envia uma mensagem no Moodle, enquanto alguns alunos estavam navegando pela página da FACED, outros navegando na página do próprio curso e ninguém foi obrigado a parar o que estava fazendo para prestar atenção na aula, pois aquilo era a aula. Fizemos uso do Hipertexto, demos o salto através de um novo link da aula.
Não estou vigiando os participantes do curso é que muito do que está sendo aprensentado no curso eu já vivenciei durante os anos que participei como pesquisador do GEC e como Tutor do Curso de pedagogia da UNOPAR.
domingo, 6 de setembro de 2009
Quem é o Tutor no EAD?
O número de cursos á distância tem crescido bastante no Brasil, um grande número de universidades públicas e particulares vem oferecendo os seus cursos na modalidade EAD. Na Bahia algumas instituições como a Universidade Federal da Bahia – UFBA, a Universidade do Estado da Bahia – UNEB, a Universidade Faculdade Salvador – UNIFACS, a Universidade Norte do Paraná – UNOPAR, a Faculdade Jorge Amado, a Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC, entre outras, já oferecem diversos cursos nessa modalidade.
A experiência mais expressiva do Brasil é a da Universidade Norte do Paraná – UNOPAR, a pioneira do Brasil em ensino a distância. A UNOPAR tem pólos nos 26 estados brasileiros, oferecendo cursos a distância de graduação em Pedagogia, História, Administração, Letras, Turismo, Serviço Social, etc.
Essa modalidade de ensino em expansão no país faz surgir um personagem pouco conhecido no meio educacional, mais especificamente das salas de aula, é a figura do tutor.
Quem é o tutor? Qual o papel dele na sala de aula? Que formação deve ter esse profissional? São essas as principais questões que alunos que estudam nessa modalidade e profissionais que desejam trabalhar como tutor se fazem.
Segundo Ruth Rocha (1996) “Tutor é o indivíduo legalmente incumbido de tutelar alguém; Protetor; Defensor.”
A definição apresentada acima, não traduz o trabalho feito pelo tutor do EAD. Ela está muito mais voltada para uma situação onde um menor ou um indivíduo julgado incapaz, precisa de uma pessoa para administrar, entre outras coisas, seu patrimônio.
“O tutor é um elemento importante em muitos sistemas de EAD, sendo o principal responsável pelo processo de acompanhamento e controle do ensino-aprendizagem.” (CEAD, 2009).
Quais são os principais critérios para que alguém desempenhe a função de tutor em uma Instituição de Ensino Superior - IES?
O candidato a tutor deve ter graduação no mesmo curso onde ele pretende atuar como tutor e pós-graduação na área onde o curso está inserido. Por exemplo, se o candidato a tutor deseja trabalhar como tutor no curso de Licenciatura em Pedagogia, ele deve ter graduação em Pedagogia e no mínimo especialização na área de educação. Além de sólidos conhecimentos sobre e-mail, Chat, fórum, ferramentas de pesquisa na internet, etc.
Algumas instituições exigem também que o tutor tenha o curso de tutor com carga horária superior a 100 horas, outras dão curso de tutor após o ingresso do indivíduo no quadro de profissionais da instituição, pois a o entendimento de que o curso vai dar autonomia ao tutor dentro do Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA da IES e, como cada instituição desenvolve um software diferente, assim os cursos também ganham diversos formatos a depender da instituição.
O tutor é a peça principal do ensino a distância é ele quem tem o contato físico com os alunos nos dias de encontros presenciais nos pólos de apoio, no caso do tutor atuar em sala, pois temos o Web tutor que só tem contato com os alunos via ferramentas de interação do AVA ou telefone. É ao tutor de sala e ao web tutor que os alunos recorrem de imediato quando surge alguma dúvida ou problema para ser resolvido.
A maioria dos alunos que fazem cursos de graduação na modalidade EAD não tem nenhuma experiência com esse tipo de ensino, o que faz com que eles façam pouco uso dos recursos tecnológicos disponíveis no AVA. Isso faz com que o aluno aguarde o encontro presencial, que ocorre uma vez por semana, a depender da proposta da instituição, para tirar dúvidas ou obter alguma informação com o tutor. Dessa forma ele acaba ficando desatualizado, deixa de ter as informações em tempo real, fazendo uso, por exemplo, de Chat ou e-mail.
“...Os tutores acompanham e comunicam-se com seus alunos de forma sistemática, planejando, dentre outras coisas, o seu desenvolvimento e avaliando a eficiência de suas orientações de modo a resolver problemas que possam ocorrer durante o processo.” (WIKPEDIA, 2009).
Como podemos ver na definição da Wikipédia o tutor tem diversas atribuições no processo de ensino e aprendizagem dos alunos, vamos apresentar mais algumas funções do tutor:
- conhecer muito bem a instituição onde trabalha e a estrutura do curso no qual atua, com o objetivo de prestar esclarecimentos aos alunos, referentes à carga horária, estágios, diploma, autorização e reconhecimento do curso e etc.;
- atuar como mediador do processo de ensino e de aprendizagem dos alunos, tirando dúvidas dos alunos durante a realização das atividades, quando não for possível tirar a dúvida o tutor deve encaminha - lá aos professores e/ou setor responsável;
- conscientizar os alunos para a necessidade de desenvolver uma rotinha de auto-estudo, a fim de não deixar acumular atividades;
- orientar o aluno durante o processo de avaliação, o tutor não deve atuar na sala de aula durante a realização das provas como fiscal de concurso público, pois isso pode criar um clima de tensão na avaliação;
- desenvolver nos alunos a cybercultura.
Essa última atribuição é a mais importante e talvez a mais difícil. É comum os alunos terem na sua caixa de mensagens, mais de uma centena de emails não lidos, muitos não sabem nem como acessar a conta de correio eletrônico, ficam dependentes de filhos ou amigos.
Fica claro que os alunos não tem por habito acessar o AVA e entrar nos diversos recursos disponíveis no ambiente quando eles fazem perguntas básicas como: Qual é a data de encerramento do semestre? Quando começam as provas? Quantas disciplinas temos neste semestre?
Todas essas informações são rapidamente obtidas consultando dois documentos básicos para o aluno o Calendário Acadêmico e o Guia de Percurso. É claro que o tutor pode responder a todas essas questões, mas melhor do que responder é abrir o ambiente com os alunos e mostrar como acessar as informações para que desta maneira os alunos possam visualizar que as informações estão disponíveis para eles acessarem a qualquer momento de qualquer lugar com acesso a Internet. Assim o aluno vai ganhando autonomia.
É preciso que o aluno dos cursos na modalidade EAD tenha um nível de interação com o AVA, a ponto de sentir falta no dia em que não acessar o ambiente. Ao invés de ficar esperando que o tutor diga que tem um e-mail para eles falando de um assunto importante, os alunos precisam entrar na sala e comentar entre eles se os colegas já acessaram as novas informações postadas no ambiente. Isso é ser pró-ativo.
Mesmo com toda exigência com relação à formação acadêmica do tutor, com cursos de formação de tutores, ainda não temos o tutor ideal, temos bons tutores, mas acredito que o tutor ideal para o Ensino a Distância será aquele profissional que se graduou a distância, pois só assim ele será capaz de entender com profundidade as angústias, expectativas e conquistas de uma aluno dessa modalidade de ensino.
REFERÊNCIAS
Centro de Educação Aberta e a Distância. Tutor. Disponível em: http://200.132.103.7/mod/glossary/view.php?id=1579&sortkey=CREATION&sortorder=desc&mode=date Acesso em: 21 de ago. 2009.
ROCHA, Ruth. Minidicionário da Língua Portuguesa. São Paulo, Scipione. 2005.
Wikipédia, a enciclopédia livre. Tutoria. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Tutor> Acesso em: 18 de ago. 2009.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ. Guia de Percurso: Curso Normal Superior. Londrina. UNOPAR. 2003.
UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ. Guia de Percurso: Curso de Graduação em Pedagogia. Londrina. UNOPAR. 2008.


